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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sonho e esperança

Na aula de sábado da pós, assistimos ao documentário brasileiro "Lixo extraordinário". No ano passado eu havia lido algo sobre o filme, mas nada me preparou para sua beleza.

Conforme diz Solange Mello (http://maisqueasinopse.blogspot.com/2011/02/lixo-extraordinario.html): "Lixo Extraordinário é a história deste artista plástico [Vick Muniz] que teve a ideia de trabalhar junto com a comunidade do aterro do Jardim Gramacho- RJ (um dos maiores aterros sanitários do mundo) promovendo arte, beleza, através do lixo, ou melhor, material reciclável. A ideia original do documentário era essa, mas o resultado foi outro: o resultado transcende a beleza da arte, o resultado é a possibilidade concreta que podemos melhorar o mundo. (...) Fiquei extremamente emocionada, sensibilizada pelo filme e profundamente constrangida pelo meu lixo..."

O filme é belíssimo em vários aspetos: fotografia, diálogos, histórias dos personagens da vida real, considerações sobre a arte e muito mais.
E, pessoalmente, faz pensar sobre nossa própria história, sobre nosso lixo, sobre nossa capacidade de "reciclagem" pessoal". 

Ri e chorei e ainda estou elaborando o filme. Vi novamente no próprio sábado, em casa, com meu marido e meus filhos; verei hoje mais uma vez com minha turma da 2a série do Ensino Médio - muitas ideias surgindo...

Uma coisa, porém, ficou marcada acima de tudo: a possibilidade - e a necessidade e a urgência - de sonhar. Vick Muniz teve um sonho, ao projetar o trabalho naquela comunicade; sonho que ganhou corpo ao longo dos dois anos de trabalho lá. Tião - presidente da Associação dos Trabalhadores do Jardim Gramacho - sonhou poder ajudar aqueles que eram seus colegas "de profissão" (ele mesmo trabalhava no lixão desde criança); várias vezes duvidou do sonho, pensou em desistir e, em meio ao próprio sofrimento, se permitiu continuar a sonhar. 

Preciso citar, então, para terminar: 
"A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las." Santo Agostinho

Márcia Lobosco

Um comentário:

  1. Nossa Márcia, eu tb adorei o documentário e quero alugar para assistir aqui em casa. Ao passo que vou mudando procuro tb mudar as pessoas a minha volta: meus pais, minha irmã, meu noivo...rsrsrs. De uma coisa tenho certeza, esse filme mexeu muito comigo e tb me fez questionar valores e lixos pessoais. Adorei seu blog! Bjinhos e até sexta!

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